Valve anuncia Steam Deck, seu dispositivo de jogos portátil

Fernando Giovanetti  - 15 de julho 2021 ás 19h00

A Valve acaba de anunciar o Steam Deck, seu dispositivo de jogos portátil (semelhante ao Switch). As entregas começarão em dezembro, mas as reservas já abrem no dia 16 de julho, nos EUA. O valor do modelo mais básico é de US$ 399, mas existem modelos de US$ 529 e US$ 649 (aproximadamente R$ 2 mil, R$ 2,7 mil e R$ 3,3 mil, respectivamente).

Detalhes técnicos

O dispositivo tem um APU AMD contendo um CPU Zen 2 com quatro núcleos reais e oito lógicos (threads), além de 8 unidades de computação de gráficos AMD RDNA 2, junto com 16GB de RAM LPDDR5. Existem três níveis de armazenamento diferentes: armazenamento eMMC de 64 GB, armazenamento SSD NVMe de 256 GB e 512 GB de armazenamento SSD NVME de alta velocidade. Você também pode expandir o armazenamento disponível usando o slot de cartão microSD.

A bateria interna conta com 40Wh, que, segundo a Valve, oferece várias horas de jogo para a maioria dos games. “Para casos de uso mais leves, como streaming de jogos, jogos 2D menores ou navegação na web, você pode esperar obter a duração máxima da bateria de aproximadamente 7 a 8 horas”, afirma a companhia.

A Valve também venderá um suporte (dock), que pode ser usado para sustentar um Steam Deck e conectá-lo a monitores externos, como uma TV. No entanto, ele não precisará de um dock para conectá-lo a uma TV, se tiver os cabos certos.

Fonte: Divulgação/Valve

No lado do software, o Steam Deck executa o que a Valve está chamando de “uma nova versão do SteamOS”, que é otimizada para o formato móvel do dispositivo. Mas o sistema operacional real é baseado no Linux e utilizará o Proton como uma camada de compatibilidade, para permitir que jogos baseados no Windows rodem.

No final das contas, o Steam Deck ainda é um computador Linux completo, o que significa que usuários mais técnicos também poderão pular para o desktop Linux normal. A Valve ainda informou que você poderá conectar um mouse, teclado e monitor, além de instalar outras lojas de jogos, software de PC normal, navegar na web e muito mais.

A Valve ainda destaca que os recursos do Steam Deck são projetados para emular o aplicativo Steam normal na área de trabalho, completo com bate-papo, notificações, suporte para salvar na nuvem e todas as suas bibliotecas, coleções e favoritos, todos mantidos em sincronia. E se quiser mais potência, poderá transmitir jogos para o Steam Deck diretamente do seu PC gamer, usando o recurso Remote Play.

Reservas não garantem a compra

Quando as reservas para todas as três versões abrirem na sexta-feira, elas estarão inicialmente disponíveis apenas para contas com compras no Steam. Há também uma taxa de reserva reembolsável de US$ 5 e só poderá ser feita uma reserva por pessoa.

Vale ressaltar que as reservas não são exatamente uma encomenda, mas coloca você na fila para adquirir o sistema assim que houver estoque disponível.

Primeiras entregas serão para América do Norte e Europa

Em dezembro, as primeiras unidades estarão disponíveis nos Estados Unidos, Canadá, União Europeia e Reino Unido, com outras áreas seguindo em 2022. Os convites de pré-encomenda devem sair antes, e para quem perder a janela do convite, a taxa de reserva será devolvida à carteira Steam.

Preço alto era parte do projeto

Em entrevista ao IGN, o executivo da Valve, Gabe Newell, disse que os preços agressivos já estavam em mente e seriam um aspecto “crítico” e “doloroso” do desenvolvimento. Essa é uma estratégia diferente da que a Valve adotou com o headset Index VR, onde, intencionalmente, tentou impulsionar a indústria com a experiência de VR mais cara para o consumidor por USD  999,00. Já o Steam Deck mais barato sai apenas US$ 50 mais caro do que o novo Nintendo Switch, equipado com OLED, que estará à venda por US$ 350 em outubro.

Greg Coomer, da Valve, informou que, caso tenha sucesso, a empresa já está pensando em modelos futuros e oferecendo os “blocos de construção” para outros fabricantes também. “Vemos isso como apenas uma nova categoria de dispositivo no espaço do PC”, disse ele. Isso pode trazer de volta ecos da iniciativa Steam Machines, onde a Valve tentou encorajar os parceiros a construir desktops de jogos Linux desejáveis, mas com diferenças importantes.

Desta vez, a Valve criou primeiro seu próprio hardware, se aproximando cada vez mais do sonho de um PC gamer.