Toda forma de amar: casais que quebram paradigmas na cultura pop

Tiago Minervino  - 10 de maio 2021 ás 19h01

Falar em diversidade em meados do século XX era um tabu a ser superado. Debates sobre a comunidade LGBTQ+ eram raríssimos e a maioria dessas pessoas viviam escondidas nos “armários”. Àquela altura, os Estados Unidos travavam uma guerra civil contra o racismo e a busca por equidade de direitos entre brancos e negros. Em muitos países as mulheres já tinham o direito de votar, mas o patriarcado ainda era uma constante e o sexo feminino tinha pouco espaço no mercado de trabalho.

Para superar esses cenários de adversidades, os movimentos LGBTQ+, da população negra e das mulheres, entre outros grupos socialmente oprimidos e com pouca representatividade no campo político, tiveram que contar com a coragem de poucos que lutaram pelos direitos de milhões de pessoas.

Na década de 1960, em um bar gay de Nova York, um grupo de drag queens se rebelou contra a brutalidade dos policiais, dando início a um movimento inédito pelos direitos dos LGBTQ+. Martin Luther King Jr., Malcom X e Angela Davis se tornaram símbolos na luta por equidade racial. Direto da França, a filósofa Simone de Beauvoir, por intermédio de suas obras, deu força às mulheres para que elas se rebelassem contra o machismo e fossem atrás de seus direitos.

A importância da arte na inclusão de casais plurais e diversos

Em meio a tudo isso, é inegável que a arte tenha sido uma grande aliada desses grupos na busca por igualdade e representatividade. Ao fazer uma retrospectiva histórica do contexto de guerra civil nos EUA, por exemplo, Stan Lee se inspirou no movimento dos “Panteras Negras” e apresentou ao mundo, na década de 1960, pela primeira vez um herói negro, o icônico personagem Pantera Negra. E se representatividade importa, a Mulher-Maravilha foi um símbolo de empoderamento para toda uma geração de meninas. Através de um astro da música, Elton John, jovens gays puderam se sentir representados.

E, para celebrar a diversidade, confira alguns personagens que exaltam toda forma de amar e a pluralidade de casais da cultura pop.

Marceline e a Princesa Jujuba viveram um romance lésbico em Hora de Aventura.

Toda forma de amar: casais que quebram paradigmas
Fonte: Reprodução

Spinnerella e Netossa formaram um casal lésbico inter-racial em She-Ra e As Princesas do Poder.

Lance e George foram outro casal gay e negro de She-Ra e As Princesas do Poder.

Will e Louisa Clark no filme e na literatura, Como Eu Era Antes de Você (2016), mostraram que o amor transcende os limites físicos do corpo.

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Asami e Korra em Avatar: A Lenda de Korra.

Xerife Blubs e Delegado Durland, o casal gay interracial de Gravity Falls: Um Verão de Mistérios.

Toda forma de amar: casais que quebram paradigmas
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Shiro, em Voltron: O Defensor Lendário.

Haruka e Michiru, de Sailor Moon.

Os pais fantasmas gays, de Acampamento de Verão, da Cartoon Network, representam uma família diversa e unida pelo amor.

Danny e Leeza provaram que o amor não é cego em Encontro às Escuras (2011).

Toda forma de amar: casais que quebram paradigmas
Fonte: Reprodução

Simon e Daphne encontram um no outro a síntese do amor verdadeiro em Bridgerton (2020) e provaram que o amor não escolhe cor.

Jack e Ennie marcaram a época em O Segredo de Brokeback Mountain (2005).

Léo e Gabriel encantou o Brasil em Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014).

Tino e Jane, de Até Que a Sorte Nos Separe (2012), deram um chega para lá na cultura da magreza e mostraram que o amor transcende a forma física.