Stranger Things: como a série virou um fenômeno da cultura pop

Tiago Minervino  - 14 de maio 2021 ás 14h54

Desde que começou a investir na produção de filmes e séries originais, a Netflix tem obtido sucesso com obras que passaram a dominar as principais premiações da TV e do cinema: o Oscar, o Globo de Ouro e até o Emmy. No entanto, se tem uma produção que surge como uma das galinhas dos ovos de ouro da empresa, essa tem que ser Stranger Things.

Trama de ficção científica com uma pegada retrô, a criação dos irmãos Matt e Ross Duffer se passa no ano de 1983, na cidade de Hawkins, Indiana (EUA). Mistérios começam a amedrontar os moradores da até então pacata cidade após o desaparecimento de Will (Noah Schnapp).

Um grupo de amigos, Mike (Finn Wolfhard), Lucas (Caleb McLaughlin) e Dustin (Gaten Matarazzo), fazem uma investigação paralela e acabam se deparando com experimentos ultrassecretos do governo. No processo, encontram a personagem Eleven (Millie Bobby Brown).

Fonte: Reprodução

A série da Netflix, assistida por dezenas de milhões de pessoas em todo o planeta, se tornou um fenômeno da cultura pop. O que é possível conferir nas ruas, com a grande quantidade de pessoas usando peças da série — como a coleção da Piticas inspirada na obra.

Entenda por que Stranger Things se tornou um marco na cultura pop

Apelo ao saudosismo

Para começar, a Netflix não se preocupou em reinventar a roda, ou seja, não apela ao pioneirismo de nada. Pelo contrário, a obra faz uma ode a produções que fizeram sucesso no século XX, com fortes referências aos trabalhos de Steven Spielberg, Stephen King, John Carpenter e John Hughes.

Do cenário retrô às roupas e à trilha sonora, a obra apela para o saudosismo para conquistar o público com mais idade, ao mesmo tempo em que flerta com a tecnologia, aventuras e acontecimentos sobrenaturais para garantir a atenção dos mais jovens.

Fonte: Divulgação

Universo paralelo

Séries e filmes com realidades distópicas, pós-apocalípticas têm sido a tônica de várias produções nos últimos anos, mas o bom e velho universo paralelo nunca sai de moda. E Stranger Things é uma prova disso.

Por causa das experiências secretas conduzidas na unidade militar, uma passagem secreta para outra realidade foi aberta, e boa coisa não surge daí, à exceção da Eleven, claro.

Proximidade com o público

Um dos diferenciais da série da Netflix é a forma como ela se conecta com o público e, nesse sentido, nada mais importante que abordar questões da diversidade, tema em debate entre os fãs de cultura pop.

A construção dos personagens de Stranger Things foi pensada de modo que gera uma sensação de proximidade com os espectadores e valorizam o trabalho em equipe, prezando, sempre, pelo respeito às diferenças.

Na terceira temporada, Robin (Maya Howke) é a primeira personagem assumidamente LGBT da história.

Fonte: Divulgação

Viralizou

Já na primeira temporada, lançada em 2016, Stranger Things virou um produto cultural de seu tempo. Poucos dias depois da estreia, era praticamente impossível não se deparar nas redes sociais com alguma citação da trama, da produção de memes às artes feitos por fãs.

Parte desse fenômeno virtual deve-se à Netflix, que buscou incentivar os fãs a compartilharem e repercutirem os detalhes da série por meio de memes. Esse, aliás, talvez seja um dos principais legados da trama na busca pelo sucesso em um mundo dominado pela tecnologia: viralize!


Stranger Things está disponível na Netflix. Sua quarta temporada está em produção, mas ainda não tem previsão de estreia.