PlayStation é processada por discriminação de gênero

Tiago Minervino  - 25 de novembro 2021 ás 15h03

Poucos dias depois de o CEO da PlayStation, Jim Ryan, criticar a Activision Blizzard pelas acusações de assédio e discriminação que pesam contra a empresa, veio à tona um processo impetrado por uma ex-funcionária da gigante dos jogos eletrônicos, que acusa a Sony de discriminação de gênero ao pagar salários diferentes para homens e mulheres em uma mesma posição hierárquica (via Polygon).

Segundo o noticioso, a ex-analista da Sony, Emma Mojo, acusa a PlayStation de tratar de forma desigual seus funcionários a depender da identidade de gênero, incluindo formas desiguais de pagamentos e até promoções, ao priorizar homens para preencher novas vagas em cargos mais altos.

Embora Mojo tenha sido a única a ingressar na Justiça da Califórnia, nos Estados Unidos, contra a empresa, a ação traz depoimentos de outras funcionárias que fazem ou fizeram parte da divisão da PlayStation nos últimos quatro anos, que corroboram as denúncias.

Além da forma desigual de remuneração, a querelante também diz que um gerente da empresa evitava contato direto com mulheres durante as reuniões e pedia para que “um colega do sexo masculino” fizesse a ponte entre ele e suas subordinadas, como forma de repassar as informações.

Por fim, Emma Mojo, que entrou na Sony em 2015, diz que ao longo de seis anos de trabalho nunca recebeu sequer uma proposta de promoção e, ao questionar o que poderia fazer para subir de cargo por meio de carta diretamente aos seus líderes, foi demitida pouco tempo depois. Até o momento, a Sony/PlayStation não se manifestou sobre as acusações.

Vale recordar que neste ano várias empresas do ramo de jogos eletrônicos se tornaram notícia na imprensa internacional devido às denúncias de comportamentos inadequados em seus respectivos locais de trabalho.

O caso de maior repercussão tem sido justamente a da Activision Blizzard que enfrenta diversas denúncias que vão desde assédio sexual à discriminação de gênero. No entanto, recentemente o estúdio MercurySteam, responsável por Metroid Dread, recebeu acusações que vão desde não creditar artistas a ser um local de trabalho “estressante”.