O universo da loucura de Loki no Disney+

Denis Le Senechal Klimiuc  - 08 de junho 2021 ás 18h30

Quem diria que aquele supervilão de Asgard se tornaria um dos personagens mais conhecidos do Universo Cinematográfico da Marvel, ou MCU. E não, não é o caso do Thor, ou do Odin, mas sim do malicioso Loki, o Deus da Trapaça. De lá para cá, são 10 anos desde sua primeira aparição, ganhando cada vez mais destaque e alcançando protagonismo em uma série só sua, no Disney+.

Desde que Tom Hiddleston assumiu o manto como o vilão favorito da Marvel, suas idas e vindas causaram comoção em boa parte dos fãs de filmes de heróis. Mas, ao contrário do que se pensava quando Vingadores (2012) foi lançado, Loki não teria vida curta, mas sim a liberdade de fazer o que bem entender com o seu tempo de tela, algo que ficou comprovado em Vingadores: Ultimato (2019), cuja escapatória do personagem com o Tesseract é a premissa desta série.

Afinal, o Capitão América conseguiu voltar no tempo e resolver todas as questões envolvendo as Joias do Infinito ou essa Joia do Espaço ficou mesmo nas mãos de Loki? E como tudo isso influenciará o MCU daqui em diante, tendo em vista a importância do personagem e de sua trajetória até então?

Fonte: Reprodução/Disney

A evolução de um personagem da Marvel que ganhou o cinema

Loki é tido como um dos vilões mais cruéis e maliciosos dos quadrinhos, algo que se comprova desde que surgiu pela primeira vez em uma HQ, em 1949. Porém, o charmoso vilão da Marvel teve a história contada nos filmes levada à HQ Avenger # 1, de 1963, quando foi expulso de Asgard por Odin, banido para uma ilha.

Assim, enquanto as décadas passavam e o reinado de Stan Lee e demais quadrinistas era levado às telonas, o legado de Loki foi construído com base em algo bastante parecido com o que é visto nos filmes: um ser confuso, malicioso, astucioso, charmoso e, bom, um tanto quanto controverso, o que causa a sensação de empatia nos heróis de coração mais puro – e, em muitos casos, no espectador.

Não é à toa, portanto, que o vilão ganhou uma tonalidade de redenção em Thor: O Mundo Sombrio (2013), algo que deixou sua história aberta para novas participações, o que aconteceu, ainda que pouco, no início de Vingadores: Guerra Infinita (2018), e fez com que o público se apaixonasse ainda mais pelo personagem. Nada mais natural, portanto, que um olhar mais atento na série do Disney+, cuja continuidade, garante o mandachuva da Marvel, Kevin Feige, é fundamental para o que será visto nos cinemas.

Fonte: Reprodução/Disney

Qual a expectativa de Loki no MCU?

Com a expectativa lá em cima, então, a importância de uma série sobre Loki cai como uma luva em época de Coringa (2019) e Cruella (2021), pois, como o mundo já conheceu os super-heróis sob a perspectiva do manto da bondade, bravura e sacrifício, chegou a hora dos vilões ganharem mais espaço na cultura pop, mas, agora, sob a vertente de se transformarem em anti-heróis.

Ou seja, Loki pode ser aquele vilão malicioso que quer dominar o universo e acabar com a Terra, mas as milhares de mortes causadas por ele em Nova York no filme de 2012 não são páreo para a redenção bem feita, apresentando o arrependimento e a salvação da alma do vilão, tornando-o parte da famosa jornada do herói, aqui às avessas.

Assim, agora a expectativa é que o Deus da Trapaça aproveite seu enorme carisma (e o de seu intérprete) para contar um pouco mais sobre o que aconteceu após o sumiço do Tesseract na cena da volta ao tempo de Vingadores: Ultimato, quando o plano de Tony Stark dá errado. Afinal, será que mexer nas Joias do Infinito vai prejudicar de alguma forma o universo? E será que o Loki tem astúcia o suficiente para ajudar a reparar isso e ganhar algo por cima?

Fonte: Reprodução/Disney

O carisma de Loki chega ao Disney+ para ficar

Com a chegada da série do Loki, a expectativa para a próxima fase do MCU aumenta ainda mais, e a entrada de personagens novos, como o agente Mobius M. Mobius (Owen Wilson) traz ainda mais questionamentos, sobretudo a respeito de como esse ex-vilão vai se tornar um herói em ascensão (será?), ou melhor: quem será seu antagonista, já que não haverá aparição de Thor e de toda a turma dos Vingadores?

Agora que o MCU ganha mais uma peça fundamental para o “Toque de Midas” de Kevin Feige, é natural que a cultura geek aproveite a onda e abrace o carisma de Loki como vilão, anti-herói e protagonista de sua própria história.

Afinal, agora que o Deus da Trapaça conseguiu desvirtuar os roteiristas e garantir seu próprio espaço de tela, com certeza o geek de plantão vai colar o rosto na tela e conferir como esse personagem querido consegue se tornar cada vez mais interessante. Como um bom vinho, o tempo fez bem ao Loki de Tom Hiddleston.


Loki estreia em 9 de junho, no Disney+.