Harry Potter: O sucesso da saga que conquistou o mundo

Fernando Giovanetti  - 06 de maio 2021 ás 22h12

O sucesso de Harry Potter é algo com o qual todos estão acostumados. Afinal, as aventuras do jovem bruxo proporcionaram livros, filmes, roupas, colecionáveis, parques temáticos e outros tantos produtos que surgiram dessa franquia milionária e que continua cativando os fãs ao redor do mundo.

Tudo isso se deve ao trabalho de Joanne Rowling — ou J.K. Rowling, como é mundialmente conhecida —, considerada a escritora mais bem-sucedida financeiramente da história.

Mas nem sempre as coisas foram assim. Que tal conhecer um pouco da trajetória da escritora e do sucesso que se transformou a saga Harry Potter?

A jornada de J.K. Rowling

Assim como o jovem Harry, a história de Joanne Rowling não foi nada fácil.

Antes de ser a grande escritora que conhecemos hoje, a britânica de 55 anos passou por inúmeras dificuldades, que serviriam de inspiração para muitos acontecimentos na história de Harry Potter.

Em 1990, em uma viagem de trem, Joanne teve sua primeira conexão com o universo do bruxo em sua cabeça. Porém, sem papel para anotar a ideia, precisou guardá-la em sua cabeça até chegar a seu destino para que pudesse transcrevê-la.

Ainda no mesmo ano, já com alguns capítulos de Harry Potter e a Pedra Filosofal escritos, Rowling perdeu a mãe e teve que se mudar de Londres, indo morar em Portugal. Foi onde conheceu seu primeiro marido, em 1993, com quem teve uma filha.

Foi um período de muitas dificuldades financeiras: sem emprego, Rowling dava algumas aulas de inglês para sobreviver e seu universo fantástico teve de ficar engavetado. Mas o casamento não durou muito e, em 1994, retornou ao Reino Unido, onde daria continuidade à história que havia criado.

Apesar de sempre acreditar no potencial de sua ideia, nenhuma editora aceitava lançar seu livro. Foi quando Joanne foi diagnosticada com depressão, na qual ela descreve como uma “inabilidade de acreditar que você será feliz novamente”.

Este fato acabou a inspirou na criação dos dementadores, as criaturas assustadoras que sugam a felicidade de seu alvo, apresentados no livro Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, o terceiro da saga.

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Tudo mudou quando ela recebeu uma resposta da Bloomsbury, uma pequena editora inglesa que aceitou publicar seu primeiro livro, que já havia sido finalizado. E em junho de 1997, foi lançado Harry Potter e a Pedra Filosofal, na Inglaterra.

A editora sugeriu que a escritora utilizasse as iniciais, ao invés do primeiro nome, por achar que haveria preconceito por ela ser uma mulher. Rowling acrescentou então a letra “K” tirada do nome de sua avó favorita, Kathleen, por não possuir mais nenhum outro nome.

O livro foi um sucesso de vendas, e com isso veio a motivação para criar novos títulos, originando uma série de livros sobre o universo do bruxo.

O sucesso da saga transformou J.K. Rowling de uma desempregada a uma milionária da noite para o dia. E em 2004, ela seria a primeira escritora a se tornar bilionária, segundo a Forbes. Hoje sua fortuna está estimada em quase US$ 700 milhões.

Além de escritora, J.K. Rowling é também uma grande apoiadora de causas, como as de pessoas com esclerose, de direitos das crianças e pela educação, para onde doa grande parte de sua fortuna, o que, segundo a autora, se trata de uma responsabilidade moral e uma forma de retribuir o que lhe foi dado.

Conheça a trajetória de J. K. Rowling e como ela deu a volta por cima ao criar Harry Potter
Fonte: Divulgação

O sucesso dos livros

Após o lançamento do primeiro volume, outros vieram com o mesmo destaque, o que potencializou o sucesso da série ao redor do mundo. Em 2018, segundo o Pottermore – blog oficial sobre o universo Harry Potter – foram vendidos meio bilhão de livros de toda a saga.

A obra foi traduzida para mais de 80 idiomas diferentes e continua sendo lançada em diversos formatos, seja com capas variantes, edições de colecionador, novas ilustrações ou audiobooks.

Ao todo são sete livros lançados oficialmente que contam a história do “menino que sobreviveu”: Harry Potter e a Pedra Filosofal (1997), Harry Potter e a Câmera Secreta (1998), Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (1999), Harry Potter e o Cálice de Fogo (2000), Harry Potter e a Ordem da Fênix (2003), Harry Potter e o Enigma do Príncipe (2005), Harry Potter e as Relíquias da Morte (2007). O primeiro, no entanto, foi o mais vendido, com cerca de 120 milhões de cópias.

Conheça a trajetória de J. K. Rowling e como ela deu a volta por cima ao criar Harry Potter
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Adaptação para o cinema

Com o sucesso que a saga estava fazendo, a Warner Bros. não pensou duas vezes para começar a produzir um longa sobre o bruxo. Assim como os livros, os filmes seguiram o mesmo formato, com exceção do último, Harry Potter e as Relíquias da Morte, que foi dividido em duas partes.

O primeiro filme foi lançado em 2001 e faturou US$ 926 milhões, o que foi um grande sucesso se tratando de um filme de fantasia. Ao todo, a franquia faturou US$ 7,74 bilhões.

Apesar do sucesso de bilheteria, nenhum filme ganhou um Oscar, embora tenha recebido um total de 12 indicações nas categorias Direção de Arte, Efeitos Visuais, Trilha Sonora, Figurino, Maquiagem e Fotografia.

Até hoje, muitos fãs reclamam sobre as decisões do comitê do Oscar, alegando que os membros da academia não se interessaram, por se tratar de uma história infantojuvenil.

O legado que vive até hoje

Não dá pra negar que o universo de Harry Potter é cheio de detalhes e personagens incríveis, que cativam até hoje milhões de pessoas. O fã-clube do bruxo é gigante e fiel, assim como os de outras sagas.

Por isso, novos produtos continuam surgindo e novas adaptações são feitas, dando início a novas histórias dentro do universo da magia.

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A mais recente é “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, que traz um gostinho para os fãs, com novos feitiços e novos personagens, matando a saudade que ficou do bruxo mais querido do cinema e da literatura.