As Princesas Disney que rompem padrões

Tiago Minervino  - 10 de maio 2021 ás 14h50

Corpos esbeltos e impossíveis na vida real. Cabelos loiros. Olhos verdes ou azuis. Frágeis e dependentes do sexo masculino. Eis as características que até pouco tempo eram consideradas essenciais para descrever o universo das princesas exportadas para o mundo pela Disney.

Hoje em dia, porém, a realidade é outra e tais traços acima perfilados fazem parte do passado e não mais do presente. Com uma sociedade marcada pelo empoderamento feminino e a equidade de gênero, as princesas agora são independentes, poderosas, diversas… e mais humanas.

O universo mágico de Walt Disney

Entre os anos de 1937 a 1959, o cineasta, dublador, roteirista e renomado diretor Walt Disney cativou o mundo com verdadeiros contos de fadas que encantaram centenas de milhares de pessoas ao redor de todo o globo.

Rapidamente, obras como Branca de Neve (1937), Cinderela (1950) e A Bela Adormecida (1959), dentre outras, se tornaram referências para milhões de adolescentes e têm figurado, desde então, no dia a dia dos amantes dos contos de fadas.

O tempo passou e o universo encantado da Disney precisou se adequar às questões mais contemporâneas. As mulheres já não querem mais ser retratadas como frágeis e submissas ao sexo oposto. Pelo contrário, elas querem ser donas de suas próprias histórias, buscam independência e não serem mais objetificadas.

Nesse sentido, o mundo vem sendo apresentado a novas princesas, que representam a pluralidade e não se prendem a estereótipos de gênero. Confira algumas das princesas do século 21 que quebram os padrões.

Fonte: Reprodução

Tiana

Personagem da animação A Princesa e o Sapo (2009), Tiana rompeu os padrões de princesas brancas. Negra, a realeza de origem grega se destaca por sua personalidade forte e pela independência, além, claro, do ensinamento de valores ao sapo que, como se sabe, se revelará um príncipe.

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Merida

A princesa do filme Valente (2012) representa a essência da mulher do século XXI: anseia por liberdade e autonomia. Conhecida por sua coragem e a paixão pela prática do tiro com arco, a herdeira do trono escocês frustra os planos de sua mãe ao renegar os assuntos relacionados à realeza e por querer assumir o controle de seu próprio destino. Merida, aliás, é visto como sinônimo da mulher “que alcançou um lugar de honra”.

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Elsa e Anna

Impossível falar sobre a ressignificação do universo encantado das princesas da Disney e não citar a icônica personagem Elsa, protagonista do filme Frozen (2013).

Poderosa, ela deixa de lado a premissa de que as mulheres necessitam de uma companhia masculina, e é dona do próprio nariz. Nas redes sociais, chegaram a cogitar, inclusive, que a personagem seria lésbica e a própria Disney deu base para essa tese ganhar cada vez mais força, o que acabou gerando expectativas para o segundo filme da saga.

No entanto, os fãs de Frozen que aguardavam um romance lésbico entre a princesa de gelo e uma outra mulher acabaram saindo dos cinemas frustrados. Hoje, acredita-se que, na verdade, Elsa seja assexual, ou seja, sente pouca ou nenhuma atração sexual por pessoas, independente do gênero, tema em pauta na atualidade e que, sem dúvidas, foge aos padrões de altezas como a Branca de Neve, por exemplo, que necessita do beijo de um príncipe para voltar à vida.

Personagem secundária de Frozen, a irmã de Elsa, Anna, também merece uma citação especial por sua valentia e por não se deixar subjugar pelo machismo.

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Moana

Outra que quebra paradigmas é a princesa Moana, do filme Moana: Um Mar de Aventuras (2016). Dona de um corpo torneado e moreno, cabelos crespos e olhos escuros, a aparência da jovem guerreira já a distingue da maioria das princesas da Disney, mas tais diferenças não param por aí.

Para começar, o filme sequer tem um príncipe encantado. O grande desejo da personagem nem de longe é o casamento, mas, sim, a vontade de salvar a ilha em que vive na Polinésia. Sua personalidade é destemida, voluntariosa, independente e, sobretudo, autossuficiente.

Princesas do século 20 que romperam o padrão

No fim do século 20, algumas Princesas Disney já mostravam qualidades que as destacavam do resto e quebravam parte dos paradigmas estabelecidos até então. Confira:

Fonte: Reprodução

Jasmine

Personagem do filme de Aladdin (1992), Jasmine é uma princesa árabe e filha do sultão de Agrabah. Na animação, a jovem foge à regra da realeza passiva e se envolve em várias peripécias ao lado de Aladdin, tendo comportamento considerado rebelde.

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Pocahontas

Indígena, Pocahontas (1995), cujo nome em sua língua nativa significa “brincalhona”, foi inspirada na lenda de uma índia chamada Matoaka. A princesa rompe padrões das realezas e mantém uma conexão bastante forte com a natureza e os animais, além de possuir a capacidade de falar com os espíritos.

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Mulan

O nome de Mulan (1998) quer dizer “florescimento da magnólia”, em chinês. Sem dúvida alguma a princesa foi um divisor de águas no universo de Walt Disney: bastante corajosa, ela se passa por um guerreiro no lugar de seu debilitado pai e ajuda o exército imperial da China e a expulsar os invasores. A personagem teve uma origem longe das bonanças da realeza e tampouco precisou se casar com um príncipe.