Como 2020 afetou a indústria dos games e os jogadores

Deivlin Vale  - 17 de junho 2021 ás 11h29

7 bilhões de pessoas confinadas em suas residências, acostumadas com uma vida agitada nas grandes metrópoles, onde diariamente deslocavam suas ansiedades na rotina do cotidiano, passaram a procurar outra forma de aliviar o estresse. 

Os olhos, que antes viam o céu azul, nuvens e o verde das folhas nos parques mundo afora, passaram a ver ainda mais o céu azul, nuvens e o verde das folhas, mas desta vez, de forma digital, em sua grande maioria, em jogos, mas sem os amigos. No contexto brasileiro, povo que possui bastante calor humano, foi necessário suprir de outra forma a necessidade de estar em contato com familiares e amigos. Diante dos problemas, surgem as oportunidades.

2020 pode ser descrito como o ano mais gamer da história. Todas as pessoas que portam um celular tinham acesso do mais simples ao mais complexo jogo; e para os jogadores mais ‘hardcore’, o ano foi de muita alegria, com a chegada de games prometidos há muito tempo e que já tinham um grande peso na indústria gamer.

Mas o que, de fato, 2020 trouxe de frutos bons e ruins para o gamer?

FALL GUYS

(Foto: Divulgação/Mediatonic)

Se você não viu um gameplay de Fall Guys no Twitter ou Instagram, tenho certeza de que você não estava conectado o suficiente! O título obteve uma ascensão significativa por ser um jogo divertido e extremamente punitivo: bastava um pulo errado e a chance de ser campeão era jogada no ralo — ou se algum pombo te puxasse/empurrasse.

DOR NAS COSTAS

Você que passou o dia inteiro sentado, olhando para um computador, celular ou videogame, com certeza contribuiu para o aumento de 76% nas pesquisas do Google para a palavra “dor nas costas”, no Brasil. Infelizmente, esta foi uma das consequências para os gamers em 2020. Aliás, se ajeite na cadeira aí!

CONTINUAÇÕES DE FRANQUIAS

The Last of Us Part II (Foto: Reprodução/Sony)

Em 2020 tivemos o lançamento de vários games que já eram esperados pela comunidade; é o caso de The Last Of Us Part II, Doom Eternal, Watch Dogs: Legion e vários outros. O jogo pós-apocalíptico mais amado do mundo ganhou o prêmio de Jogo do Ano pela The Game Awards 2020. Não é pra qualquer um!

CYBERPUNK 2077

Bom, este é uma polêmica sem precedentes. O jogo era esperado por milhares de pessoas desde 2016, após o lançamento de The Witcher 3: Wild Hunt – Blood and Wine feito pela desenvolvedora CD Projekt RED. Entre várias idas e vindas do jogo, com muito hype e especulações, o game foi lançado no dia 10 de dezembro de 2020. As reações negativas foram ainda mais atenuantes do que as positivas. Com muitos bugs — principalmente relacionados às interações —, o título foi do céu ao inferno em pouquíssimo tempo.

DISCORD

No meio da pandemia, o Discord fez algumas atualizações interessantes, entre elas, a empresa aumentou o número de pessoas na mesma sala, a fim de fazer uma espécie de aglomeração virtual. Além de ser usado para conversar com amigos durante o gameplay, muitas empresas passaram a utilizá-lo para fazer reuniões e happy hours.

DOR NOS OLHOS

(Foto: Reprodução/Freepik)

Na pandemia, tudo é feito com base nas telas de luz branca. Falar com os amigos? Por meio de telas. Reunião de trabalho? Por meio de telas. Assistir a um filme? Por meio de telas. Embasado neste combo padrão para as pessoas que estavam em quarentena, uma parte das pessoas passaram a sentir dores de cabeça, náuseas e dor nos olhos. Para o público gamer, isto foi (e ainda é) mais recorrente. Há a necessidade de se dar uma pausa entre os jogos — principalmente se você está perdendo.