Activision Blizzard cria fundo milionário para ‘compensar’ vítimas de assédio

Tiago Minervino  - 30 de setembro 2021 ás 12h00

Envolvida em uma série de escândalos de assédios sexual e moral, além de ser acusada de discriminação de gênero, a Activision Blizzard anunciou a criação de um fundo de US$ 18 milhões (R$ 97 milhões) para “compensar e fazer as pazes” com as vítimas (via Gamespot).

O acordo foi firmado pela gigante do ramo de jogos eletrônicos com a Comissão de Oportunidades de Emprego e Igualdade dos Estado Unidos (EEOC, na sigla em inglês), que havia processado a companhia por pagar salário desigual para homens e mulheres em um mesmo cargo, pelos casos de assédio e discriminação, além da retaliação que as funcionárias sofriam ao denunciarem os atos.

Parte da verba será destinada para instituições que trabalham “promovendo as mulheres na indústria de games e buscam ampliar a diversidade, a igualdade e os esforços de inclusão”, revelou a Activision Blizzard.

Novo CEO da empresa, Robert Kotick reforçou que a Blizzard não compactua com qualquer tipo de comportamento discriminatório e afirmou “não haver lugar para assédio ou tratamento desigual” dentro da companhia.

Por fim, ele disse ser “grato às funcionárias que, em um ato de coragem, compartilharam suas experiências de assédio e discriminação” sofridas internamente na empresa, além de “lamentar profundamente que elas tenham vivenciado esse tipo de conduta inadequada”.

Na semana passada, a empresa se tornou alvo de uma nova investigação, agora comandada por uma agência do governo dos Estados Unidos.

As denúncias envolvendo a Activision Blizzard foram parar na Justiça norte-americana em julho. Desde então, a empresa anunciou a demissão de líderes dos jogos Diablo 4 e World of Warcraft, além de Allen Brack ter deixado o comando da companhia.