15 filmes com temática LGBTQIA+

Ana Maria Guidi  - 18 de junho 2021 ás 18h00

Listar quais os melhores filmes que abordam o universo LGBTQIA+, ou quais os mais importantes, é uma tarefa difícil e que poderia ocupar milhares de linhas já que, desde a década de 90, os filmes do chamado “cinema queer” cresceram muito em questão de quantidade e qualidade.

Assim, para celebrar o Mês do Orgulho LGBTQIA+, separamos uma lista com o que consideramos os 15 melhores filmes que abordam esta comunidade do jeitinho que ela é: sem estereótipos forçados e sem tons cômicos e pejorativos, afinal, nem todo homem gay é afeminado, nem toda lésbica é masculina, bissexual não é sinônimo de promiscuidade e transexuais e travestis não são criminosos.

Carol (2016)

Reprodução/The Weinstein Company

Um filme que mistura o clima nova-iorquino dos anos 50 e uma história de amor perigosa, Carol retrata os impasses de um relacionamento lésbico. Carol Aid (Cate Blanchett) poucos dias antes do Natal, conhece Therese Believet (Rooney Mara), em uma loja de brinquedos. A paixão na qual as duas se envolvem, entretanto, encontra um obstáculo: Carol, que está em meio a um processo de separação com um típico empresário estadunidense, recebe a ameaça de nunca mais ver sua filha. A narrativa retrata, então, as decisões que o casal assume tomar e como vão driblar os desafios para conseguir sustentar o amor.

Disponível nas plataformas Now e MUBI.

Laurence Anyways (2012)

Fonte: Reprodução/Alliance VivaFilm

A transgeneridade na década de 90: o filme relata a história de Laurence (Melvil Poupaud) que nasceu homem, mas, aos 30 anos, em seu aniversario, relata para sua namorada, Fred (Suzanne Clément), que deseja realizar uma cirurgia de transição de sexo. O romance canadense de Xavier Dolan conta a história, por 10 anos, desse casal que tem que enfrentar todas as dificuldades para viver um amor considerado “atípico” para a época.

Disponível no GloboPlay.

The Watermelon Woman (1996)

Fonte: Reprodução/First Run Features

O filme é marcante não só pela narrativa, mas também por ser o primeiro longa-metragem produzido por uma cineasta lésbica e negra — muitos dizem, inclusive, que a história é baseada na vida da própria diretora, que leva o mesmo nome da protagonista (também interpretada por ela), Cheryl. Isso porque o drama retrata a vida de uma jovem cineasta, negra e lésbica, que está em busca de produzir um filme sobre uma atriz negra conhecida como “A Mulher Melancia”. A história retrata a trajetória da cineasta nesta produção e seu envolvimento com uma mulher branca.

Flores Raras (2013)

Fonte: Reprodução/Imagem Filmes

O único filme brasileiro lésbico da lista. Dirigido por Bruno Barreto e estrelado por Gloria Pires e Miranda Otto, o longa é baseado na história real do romance entre  a poetisa norte-americana Elizabeth Bishop e a arquiteta Lota de Macedo Soares. Contextualizado na vida política e na história brasileira das décadas de 50 e 60, o longa narra um relacionamento bonito e conturbado entre as duas mulheres, de realidades tão diferentes.

Disponível no GloboPlay.

Me chame pelo seu nome (2017)

Fonte: Reprodução/Sony Pictures

Um filme que conquistou uma geração e diversos prêmios, Me Chame Pelo seu Nome se passa no verão de 1983, no norte da Itália. A vida de Elio Perlman (Timothée Chalamet), um menino norte americano de 17 anos, muda com a chegada de Oliver (Armie Hammer), um estudante de pós-graduação de 24 anos, que vem ajudar o pai de Elio, professor especializado em cultura greco-romana. O longa, dirigido por Luca Guadagnino, baseado no romance de André Aciman, extremamente aclamado pela crítica devido à narrativa e sensibilidade com a qual foi produzido.

Disponível na Netflix.

Moonlight, sob a luz do luar (2016)

Fonte: Reprodução/A24

A sensibilidade de Moonlight marcou o ano de 2016 ao contar uma história de conexão humana e autodescoberta. Escrito e dirigido por Barry Jenkins, o longa narra a vida de Chiron, um jovem negro e gay, da infância à vida adulta, num bairro pobre de Miami. Abarcando a vida de um afro-americano no mundo contemporâneo, o filme é um retrato das belezas e batalhas de grupos marginalizados social e historicamente.

Disponível no HBO Go.

Milk: A Voz da Igualdade (2008)

Fonte: Reprodução/Universal Pictures

O filme conta a história do primeiro homem abertamente gay a ocupar um cargo público notável nos Estados Unidos, em meados de 1970. Depois de anos vivendo dentro do armário, Milk, um nova-iorquino que se muda para São Francisco com seu marido, abre uma loja de equipamentos fotográficos. Insatisfeito com a discriminação sexual, ele decide batalhar pela política até ser eleito para o Quadro de Supervisor da cidade de São Francisco.

Orações para Bobby (2009)

Fonte: Reprodução/Lifetime Television

Um filme que reflete sobre família, religião e sexualidade. Baseado em fatos reais, o longa retrata a história de Bobby Griffith (Ryan Kelley), que, aos 20 anos, tirou a vida por não conseguir seguir os ideais religiosos impostos por sua mãe, Mary Griffith (Sigourney Weaver) e sua família. O filme retrata o engajamento da mãe para se “redimir” da tragédia: ela envolve-se no ativismo de direitos da população gay na década de 80 dos Estados Unidos.

Disponível no YouTube.

Desobediência (2017)

Fonte: Reprodução/Film4 Productions

Dirigido por Sebastian Lelio, Desobediência é um filme sobre amor proibido, sobre preconceito e sobre religião. Em uma comunidade judaica ultraortodoxa, o retorno da fotógrafa Ronit Krushka (Rachel Weisz) para o enterro do pai, líder religioso, causa problemas uma vez que seu passado é marcado por um amor proibido com sua melhor amiga. O longa é o retrato da contradição entre o que a vida é e o que poderia ser se a homossexualidade não fosse condenada em certas culturas e tradições.

Disponível no Telecine Play.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014)

Fonte: Reprodução/Vitrine Filmes

Uma produção brasileira de 2014, dirigida por Daniel Ribeiro, que retrata a história de um estudante de ensino médio cego em busca de caminhos para conquistar sua independência. Nesse caminho, Gabriel, interpretado por Fabio Audi, se apaixona pelo novo menino. Retratando não apenas uma paixão gay, como também o amar sem ver, o drama ganhou dois prêmios internacionais.

Disponível na Netflix.

Alice Júnior (2019)

Fonte: Reprodução/Olhar Distribuição

Outra produção brasileira que se aventura nos temas LGBTQIA+, Alice Júnior conta a história de uma YouTuber adolescente e transgênero que sonha em viver o primeiro beijo. Ao se mudar com o pai de Recife para uma pequena cidade no sul do Brasil, Alice precisa enfrentar os desafios de uma nova escola, em um ambiente mais conservador e preconceituoso.

Disponível na Netflix.

Meu Nome é Ray (2015)

Fonte: Reprodução/The Weinstein Company

Ray (Elle Fanning) nasceu mulher, mas nunca se identificou enquanto tal. Quando, já adolescente, decide que quer fazer a transição completa para se adequar ao corpo de um homem, as dificuldades familiares aparecem: a mãe, mesmo que compreensiva, ainda possui barreiras e a avó, lésbica, se recusa a aceitar. O filme, dirigido por Gaby Dellal, trata ainda da questão do pai que, mesmo ausente, deve assinar os papeis para o consentimento da transição.

Retrato de uma Jovem em Chamas (2019)

Fonte: Reprodução/Supo Mungam Films

O começo do filme esconde a preciosidade que ele carrega. O longa se passa em 1770, quando as mulheres ainda eram destinadas para se casar, sem seu consentimento, por indicação da família. Marianne (Noémie Merlant) é uma jovem pintora contratada para retratar Héloïse (Adèle Haenel), uma moça cuja mãe está tentando arranjar um casamento. Heloïse não sabe a função de Marianne, contratada em segredo, e as duas se tornam cada vez mais próximas. Uma história emocionante de uma época em que o público LGBTQIA+ era proibido de existir.

Disponível no Telecine Play.

Tomboy (2012)

Fonte: Reprodução/Pyramide Distribution

Esse filme é o retrato de uma criança que, ao nascer, foi reconhecida enquanto menina, Laure, mas que, ainda na infância, se vê muito mais próxima do “mundo dos meninos”. Ao se mudar para outro bairro, Laure, de apenas 10 anos, passa a se apresentar enquanto Michael, mostrando as dificuldades de viver uma vida “dupla”. Tomboy, uma produção de 2011, é uma representação do drama e das dificuldades da imposição de gênero na infância.

Disponível no Telecine Play.

Azul é a Cor Mais Quente (2013)

Fonte: Reprodução/France 2 Cinéma

Esse filme acumulou polêmicas na mesma medida que acumulou fãs. O longa, que foi um grande sucesso em 2013, ainda é um grande representante do universo lésbico e dos dramas que o rondam. Dirigido por Abdellatif Kechiche, Azul é a Cor Mais Quente conta a história de Adèle (Adèle Exarchopoulos), uma garota de 15 anos que se apaixona por Emma (Léa Seydoux), uma jovem de cabelos azuis. O drama se passa em torno do relacionamento das duas, rondando entre o amor secreto e as dificuldades de se assumir enquanto uma mulher que ama outra mulher.

Disponível no Telecine Play.


A lista de filmes sobre o assunto é infinita, mas, para começar e se divertir, esse pode ser um bom primeiro passo. Mas, se mesmo depois de todos esses você quiser mais, a Netflix (e outras plataformas de streaming) possuem uma aba especial de cinema queer: corre lá!