11 séries que foram lançadas, mas floparam

Júlia Tetzlaff  - 07 de maio 2021 ás 12h32

            Sempre tem aquela série que surge como uma grande promessa, mas acaba se perdendo no meio do caminho, às vezes até a ponto de se tornar vergonha alheia. Muitas delas acabam perdendo a audiência aos poucos e caindo no esquecimento, enquanto outras são radicalmente canceladas. Relembre quais séries foram lançadas, bombaram, mas floparam na última década:

Fonte: Divulgação

V: Visitantes

V: Visitantes foi uma série de ficção científica lançada em 2009 e protagonizada pela brasileira Morena Baccarin. Remake de uma minissérie de 1983, ela narra a história de uma espécie alienígena extremamente avançada que chega à Terra aparentemente em paz, mas que, na verdade, esconde muitos segredos. Produzida pela The Scott Peters Company e exibida originalmente no Brasil pela Warner Bros., a segunda temporada foi concluída em março de 2011, quando a série foi cancelada. O motivo? Parece que o roteiro não fisgou os espectadores e a segunda temporada teve índices muito baixos de audiência.

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The Client List

A série protagonizada pela queridinha Jennifer Love-Hewitt tinha tudo para emplacar várias temporadas, mas não sobreviveu à segunda. Ela contava a história de Riley, uma mãe solteira do Texas que, após uma separação, aceita trabalhar em um spa que, na verdade, é uma casa de prostituição. Percebendo que esse segredo poderia prover uma vida mais estável economicamente para seus filhos, ela embarca nesse mundo que poderia, inclusive, mandá-la para a cadeia. A série não foi cancelada por conta de audiência, já que ela se manteve bem estável durante as duas temporadas. Na verdade, a Sony Pictures TV e Jennifer Love Hewitt, que era a produtora executiva da série, entraram em um desacordo, o que culminou no seu final.

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Camelot

Camelot, cuja primeira temporada foi lançada em 2011, poderia ser mais um sucesso do Chris Chibnall, produtor de Doctor Who, mas passou muito longe disso. Com um elenco de peso trazendo Joseph Fiennes e Eva Green como o famoso mago Merlin e Morgana, respectivamente, a proposta era recontar a lendária história do Rei Arthur (Jamie Campbell Bower). A caracterização de época e o roteiro eram promissores, mas a falta de carisma do protagonista acabou levando a série ao fracasso e Camelot foi cancelada depois de sua primeira temporada.

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13 Reasons Why

Essa pode ser polêmica, porque 13 Reasons Why foi extremamente comentada e elogiada pela crítica. Lançada em 2017, nem só de flores foi feita a recepção da série, que contava a história de Hannah Baker (Katherine Langford), uma estudante do ensino médio que comete suicídio e que grava treze fitas para distribuir a treze pessoas que foram, na sua cabeça, “responsáveis” por sua morte precoce. Baseado em um livro homônimo, a obra viraria um filme protagonizado por Selena Gomez, mas a produção tomou outros rumos e teve a estrela não na frente das telas, mas como produtora executiva. A premissa sobre saúde mental prometia uma série que desvendaria as consequências do bullying, do vazamento de imagens íntimas, do estupro, entre outras questões que destroem o psicológico de muitos jovens. Infelizmente, a maneira como isso foi abordado acabou aumentando o número de suicídio entre os jovens na época da estreia, além de ter causado um verdadeiro rebuliço por causa das cenas explícitas de suicídio — que mais serviram como um manual de romantização do que como uma mensagem de conscientização. A partir da segunda temporada a série não foca mais na narrativa de Hannah e abre espaço para novas tramas, mas a falta de histórias coerentes acabou culminando em seu cancelamento em 2020, na quarta temporada.

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Terra Nova

Imagine só uma série de ficção científica produzida por ninguém mais, ninguém menos do que o grande rei do gênero: Steven Spielberg. Exibida pela primeira vez em 2011, pela Fox, a série contava a história da família Shannon que, em 2149, após a Terra estar devastada pela poluição e praticamente inabitável, decide morar em uma colônia humana, a Terra Nova, firmada em 85 milhões de anos no passado, na era dos dinossauros. É claro que haverá intrigas de um grupo que quer impedir que a colonização do passado aconteça e que busca mudar o rumo dessa história. A audiência foi consideravelmente boa, mas é claro que uma série com viagem no tempo dos dinossauros não poderia ser uma brincadeira barata, e ela acabou sendo cancelada após o fim da primeira temporada por conta dos altos custos da produção. Só o primeiro episódio da série custou cerca de US$ 20 milhões para ser produzido.

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Under The Dome

Under The Dome, série baseada no livro homônimo de Stephen King, arrebatou fãs pelo mundo todo com sua primeira temporada. Ambientada na cidadezinha norte-americana de Chester’s Mill, narra os estranhos acontecimentos que começam com um campo de força invisível isolando todos os habitantes dentro dele, impossibilitando o contato com o mundo exterior. Enquanto a situação se instala, outros conflitos entre os habitantes começam a acontecer, mas o fraco desenvolvimento do roteiro que levou a série às alturas de audiência em 2013, acabou derrubando a produção em sua terceira temporada — mas, pelo menos, ela conseguiu um season finale.

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The Get Down

The Get Down é outra que elevou as expectativas do público lá em cima ao trazer a história de um grupo musical do Bronx, bairro tipicamente negro de Nova York. O drama musical foi dirigido pelo grande mestre dos musicais, Baz Luhrmann, e lançada pela Netflix, em 2016, tendo sido simplesmente a segunda série mais cara da história do streaming, perdendo apenas para The Crown. Cada episódio custou uma média de US$ 7,5 milhões, contabilizando um total de US$ 120 milhões no final da primeira e única temporada. Além do preço altíssimo para a produção, o nicho muito específico (não é todo mundo que curte musicais) e o viés “melodramático demais”, de acordo com a crítica especializada, foram os principais fatores para o seu fracasso.

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Ninguém Tá Olhando

Ninguém Tá Olhando foi uma série que durou apenas uma temporada e foi uma grande aposta da Netflix brasileira, já que foi idealizada e protagonizada pelo fenômeno da internet Kéfera Buchmann. Ela conta a história de Uli, um anjo da guarda que resolve se rebelar contra o sistema vigente de anjos da guarda — que trabalham em um escritório, em uma rotina bastante maçante e burocrática. Nem mesmo o humor e a originalidade da série, que foi, inclusive, indicada a um Emmy de Melhor Série Internacional, foram capazes de salvar Ninguém Tá Olhando das mãos canceladoras da Netflix.

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Sense8

Sense8, também da Netflix, foi uma grande queridinha dos brasileiros. Exibida pela primeira vez em 2015, a ficção dramática narra a história de oito  pessoas espalhadas pelo mundo que possuem uma ligação mental e que precisam se unir para fugir de uma organização que busca minar sua existência da Terra, por ser considerada perigosa para a ordem mundial. O elenco tinha química; os atores cativavam o carinho do público e a trama tinha tudo para ir pra frente. O que aconteceu? Ninguém sabe ao certo. Uma de suas criadoras foi afastada da produção e os altos custos também pesaram. O resultado é que a série acabou após sua segunda temporada, e ainda conseguiu um season finale especial de tanto que os fãs imploraram por isso.

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The OA

The OA é outra série muito querida que acabou sendo cancelada pela Netflix bem antes do previsto — os roteiristas esperavam desenrolar cinco temporadas, mas a série parou na segunda. Ela conta a história de Prairie Johnson, uma menina cega que desaparece sem deixar rastros, mas sete anos depois reaparece com sua visão perfeita. O grande mistério que ela explica é que ela nunca tinha realmente desaparecido, mas estava apenas vivendo em outro plano de existência. Havia muito a ser desenvolvido de interessante nessa história, mas a audiência moderada, somada aos altos gastos e à concorrência pesada com outras redes de streaming culminaram em seu cancelamento precoce.

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Jessica Jones

Seria Jessica Jones a série mais injustiçada do mundo geek? Lançada em 2015 como uma grande promessa da Marvel e protagonizada pela carismática Krysten Ritter, nem mesmo o fulgor dos fãs conseguiu salvar a série, que se perdeu no meio do caminho entre furos de roteiro e tramas mal trabalhadas, perdendo toda a lógica dos quadrinhos originais.